Bichinho de estimação: além de companhia, confira outros ganhos que um animal traz para o nosso bem-estar

            Quem convive de pertinho com um animal de estimação já sente e a ciência confirma: conviver com um animal de estimação traz benefícios para a saúde mental, emocional e bem-estar. Isto lá na infância, quando adultos ou já na terceira idade.

            Você pode ir no básico cachorro e gato; ficar no meio termo dos peixes, pássaros e hamsters ou explorar opções diferentonas, como tartaruga, chinchila, coelho e lagarto. A verdade é que o benefício está ligado à conexão emocional estabelecida.

Então, você pode escolher a espécie que combine com sua personalidade, condições médicas, espaço físico, tempo e dinheiro. E tá tudo certo! Aqui vale inclusive uma visita ao veterinário para entender o que funciona melhor para você.

            “É justamente este vínculo entre dono e pet que vai refletir na saúde emocional e mental da pessoa. O animal é um ser que é facilitador em diversos processos; a presença dele, por si só, já pode ser terapêutica e servir de apoio, estimular a criatividade e bem-estar”, explica a psicóloga Amanda Acordi.

A ideia pode ser especialmente interessante para pessoas com dificuldades de relacionamento interpessoais, demonstração de afeto, que experenciem solidão e que precisam desenvolver autonomia e responsabilidade, por exemplo.

            Um dos aspectos importantes de destacar é a companhia que proporcionam, especialmente para quem não está inserido em ambientes sociais. Com um estilo de vida onde cada vez mais pessoas moram sozinhas, menor número de filhos ou que vivenciam uma velhice com poucos contatos, a escolha de um companheiro peludinho é interessante. Inclusive ter um animal pode se tornar um tópico de conversa para conhecer novos amigos, estimulando e facilitando a sociabilidade.

Gostou? Então conheça outros 3 ganhos:

– Desenvolve responsabilidade: O animal precisa ter suas necessidades atendidas e cabe ao cuidador realizar este papel. Para o público infantil, é o momento dos pais e responsáveis desenvolverem o senso de responsabilidade e compromisso: a ração fica por sua conta, levar passear ou brincar, conforme aptidão e idade da criança.

Já para os adultos e idosos, isso reflete em saber que você precisa se organizar para, por exemplo, acordar antes do horário normal e garantir o passeio matinal do cachorro. E isso vale também para o aspecto financeiro, de saúde e higiene do bichinho.

“Quando a pessoa tem um animal que está sob seus cuidados, ela vai precisar se organizar para suprir as necessidades deste animalzinho”, reforça a psicóloga Amanda. É aquela história de precisar considerar as demandas de outro ser além de você mesmo, incluindo respeitar os limites de cada um.

– Combate ao sedentarismo: Você não leu errado não, ter um animal de estimação também te dão um empurrãozinho para se mexer! Eles estimulam o passeio, brincadeiras, lavagem dos espaços reservados para sua higiene… Você vai precisar, de um jeito ou de outro, quebrar a rotina de ficar parado.

Dependendo da escolha do animal isso pode acontecer de maneira mais intensa ou não, mas até este aspecto é importante considerar conforme as espécies. Pessoas com mobilidade reduzida podem preferir espécies calmas; quem fica o dia inteiro fora, àquelas que sofrem menos quando sozinhas; os moradores de apartamento, alguma que caiba dentro do seu espaço.

– Ajuda a diminuir a ansiedade: O envolvimento com o pet, o brincar, se aconchegar, dar carinho e estar junto colabora na liberação da dopamina e serotonina, hormônios responsáveis pela sensação de bem-estar e calma.

            Sabe aquele dia em que a gente está estressado e nada vai bem? Abrace seu gatinho. Desde que com respeito, tanto ele quanto você podem ter um bom momento.

Vale a dica de que os benefícios são sentidos por aqueles que tem este desejo. O contrário também é verdadeiro; nos casos em que as pessoas não tenham este interesse por animais, o impacto positivo não será significativo.

            E mais, para quem se identifica com os animais, existem opções terapêuticas sérias – em diversas áreas, como na psicologia, fonoaudiologia, pedagogia e fisioterapia – que usam os animais como ferramenta. Nestes casos são usados animais treinados, higienizados e com a saúde em dia. Eles inclusive são usados dentro de instituições, como casas de acolhimento e hospitais.

Fonte: Amanda Acordi, psicóloga CRP – 12/19107