Leite materno tem 3 diferentes fases; conheça cada uma

            O alimento perfeito, produzido por cada mãe é específico para suprir as necessidades de seu filho. Completo com todos os nutrientes e proteínas necessário para que a criança cresça e se desenvolva, é uma das maneiras de proteger o organismo em desenvolvimento do bebê. Mas, você sabia que ele tem três fases que se adaptam conforme as necessidades?

            A primeira delas é o colostro. Ele aparece nos primeiros 5 dias de vida, enquanto o estômago do bebê é pequeno – em torno de 5 a 27 ml -, o que faz com que os intervalos das mamadas seja frequente. Ele tem aparência transparente ou amarelada, com proteínas e anticorpos específicos para esta fase, com foco na imunidade (alguns exemplos do encontramos são imunoglobulina (Ig) A secretora, lactoferrina e fator de crescimento epidérmico (EGF)).

Em geral, aparece em menor quantidade, por isso é importante ter em consideração que a produção acontece conforme a demanda: se o estômago da criança comporta aquela quantidade, é exatamente isso que a mãe vai produzir.

A segunda é o Leite de Transição – 6º até 15º dia após parto –, quando a mulher passa a produzir um leite mais denso e em maior volume, rico em gorduras e carboidratos. A terceira fase é o Leite Maduro, consistente e branco. É composto por tudo que o bebê tem direito: proteínas, gorduras, carboidratos e outros nutrientes.

Importância da amamentação

A OMS recomenda o aleitamento exclusivo nos 6 primeiros meses de vida, podendo ser prolongado até os 2 anos ou mais. E a Unicef complementa que “bebês que são amamentados ficam menos doentes e são mais bem nutridos do que aqueles que ingerem qualquer outro tipo de alimento”. E por isso ela é tão importante, precisa ser incentivada e apoiada.

Entre outros benefícios elencados estão a diminuição de risco de alergias, hipertensão, colesterol alto, obesidade, diabetes, diarreia, infecções respiratórias e mortalidade infantil. Seus nutrientes contribuem no crescimento e desenvolvimento da criança, refletindo em adultos mais saudáveis.

Para a mulher, traz reflexos na recuperação pós-parto e chance de hemorragia; prevenção de câncer de mama, útero e ovários; diminui a chance de depressão pós-parto e de doenças como hipertensão e obesidade.

Fonte: Ministério da Saúde; Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância, OMS (Organização Mundial da Saúde)